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Somos apenas cidadãos que nos perguntamos a nos próprios se somos livres e vivemos para parar numa prisão. Razões, motivos, argumentos, acusações, falcatruas, exemplerares, tudo isto é lixo, tudo isto leva a um pais cheio de drogas, de vacinas que te deixam constantemente doudo e que te faz gregar. É a isto que chamam civilização? Levar com um fumo incômodo, monóximo de carbono que se infiltra nos nossos pulmões...

(2)

Conjugo uma elipse, substituiu por uma pronominalização, recolho todos os factores, e meto os mais importantes em evidência. Rancor perturbador é um factor inovador onde todos olham de lado, onde a decadência abre a porta, e o auxilio se vai.
Projectado para tras, derrubando barreiras, indefeso, encorajo-me em levantar.
Derrame na cabeça e um inchaço enorme na alma, sofro imenso que nem dá vontade de o relatar. É monstruoso o peso na consciência, é constante a indiferença proposta perante a cidadania. Sem represálias e solitário, caiu numa cobrança destinada. Uma morte que só recebe uma vez e não dá documento.
... Realmente, vontade de viver não falta, vontade de ajudar existe, não nasci para ficar trancado entre paredes de cimento e betão.

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Só eu sei o que vai nesta cabeça, não compreendo como tenho chegado até aqui, não compreendo como tenho fugido a tudo, não compreendo nada, só preciso de ajuda! Não conseguirei por muito mais tempo aguentar assim, é uma explosão enorme na minha cabeça, são enumeros os assuntos que cá dentro vão.
Hoje acabei no hospital.
Nu, com um desgaste físico, uma perturbação mental, encontro ao meu lado no meio do brio um antidepressivo. Hoje, saí de casa novamente, realçando a escuridão e o desejo. Agressivo e invicto luto contra uma doença, onde deixa marcas, mágoas, sentimentos perturbadores.
21:22, fechado novamente no quarto, algo tímido, conservador, desabafo os meus erros, os meus pensamentos numa depressão profunda.