(14)

O que é isto?
Algo secundário, decorrendo num curto espaço de tempo, deixando-me sem reacção, quebrando-me os ossos, ensanguentando-me de tanto lutar. O que é viver sem paixão, deitando-me num jardim aprendendo como se luta contra a solidão, o que é um pensamento, o que é uma ausência de mim mesmo? Relembrando-me dos que me foram úteis, deixando em claro o quanto precisei desses… O que é viver sem seres relembrado, seres desprezado, seres despachado, seres uma aberração, seres o que és! – Qual é a noção que ao longo disto tenho, qual é a noção de ver o que é perfeito do imperfeito, o que é vermelho e o que é verde, o que é um a o que é um 1, é saber para ter, é saber para recordar, é saber para inovar, é saber para não te atingirem de meras palavras e puderes ter a tua opinião, justiçando a razão! Dói… dói… dói… é um aperto de chorar, é um aperto de tristeza acumulada. Vejo uma planície esverdeada e nuvens negras por todo o lado deitando gota-a-gota, imaginando-te a chorar… será imaginação? Deixa-me ajudar-te, acudir-te, apoiar-te…
É tudo um esgotamento psicológico!

(12)

Merda, merda, merda, merda, é um saber sem querer ler, é um poder sem ter, são contradições atrás de imperfeições, é tudo ao mesmo tempo, é tudo verdadeiro, confuso e ao mesmo tempo derradeiro. Sou o que sou, mas porquê? Por ter vontade, por… por nem me saber interpretar ou mesmo entender quem sou, sabendo apenas o meu nome e mal, sentado num banco a ler o meu jornal… Quero companhia na minha real fantasia, escreve-me isto, imprime-me e passa a real. Desejava… desejava tanto ou mais como tu, sem saber quem sou, e num futuro poder saber quem fui. Sky, fly, lol, estas a brincar comigo? Escrevo português, não portinglês. Concretizo, realizo à minha maneira, ao saber de um sábio, escrevendo complicado que nem um ambulário. Sou o que não entendes, sou o que nunca encontras-te, sou a promessa do desastre, a profecia do contraste, com sentimento profundo e arredondado, espetando-me num sorriso abafado! Amigos, tenho 1, 2 ou mesmo 3, fora esses à meros conhecidos, à meros interesseiros, à meros infiéis… Dou-lhe na escrita com uma mente louca, perversa, estupidificada, mas criativa. Relembra que, estando sozinho, estando acompanhado serei sempre eu em qualquer situação.

(11)

É difícil controlar algo tão ousado, tão complicado, mesmo esse sabendo que não existe. Levo-me por um vento quente, aproximando-me da fronteira mas distante, longínqua que poderia encontrar, reinando por onde passo, satisfazendo todos aqueles desejos imaginários desde criança, desde infância. Quando me vens buscar? Quando me levas, e não me das documento disso? Não me das certezas, só me fazes duvidar e contar cada passo que dou, cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia, cada semana, cada mês, cada ano, passo por ti milhentas vezes ao ano, assusto-me contigo, não contava encontrar-te tantas vezes por dia, não contava que isto fosse assim! Afinal é e tu existes, já tens derrubado muita gente, gente essa que agora não consta na lista, gente essa que já deixou a sua vida em Terra, vida essa que já se despediu… Sim, és tu, MORTE, tema ousado, arrepiante e duro de explicar, só tu sabes o que és!

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Primeiro suspiro, último sopro, já estive no fim voltando rapidamente, vendo-me aflito com o meu folgo, ver-me negro para voltar, aclarando as ideias com calma e vindo ao de cima dificilmente. É sentido, é único, é inexplicável, é perdas, atrás de problemas, problemas atrás de confusões, confusões atrás de falatórios. Sou o que sou, não graças a quem pensais, mas sim graças a quem nos faz… Continuo sóbrio, asmático, mero conhecido passado por Sr. Antipático, sou a sombra da tua alma, sou a perseguição do teu desejo, sou a vontade da tua concretização, sou o que sou com acento no A, e um ser grande com um grande H.

(9)

Radiante com um temporal vindo de leste, deixando-me despenteado, deixando-me desorientado, deixando-me sem conclusões para problemas quebráveis. Sinto-me isolado de mim mesmo, penetro através do invisível, quebro barreiras de aço, uso o sacrifício respeitando a vontade. Poder e determinação, algum sinónimo em contradição? Deixando-me pálido, ousado, mentindo a meu redor… Vejo o que é ser alguém, aprendendo com erros que talvez possam vir a causar problemas mais tarde. Sê alguém com dignidade, respeito e futuro… Não me vendo a preço nenhum, pois não tenho valor ou significado qualquer, algo mais pequeno poderá valer mais do que o imaginável. Sente-se quando nos magoam com palavras apedrejáveis, mas luta-se até ao fim, sabendo o que se quer mesmo.

(8)

Não me levem pelo que mostrei, temam-me pelo que sou. Diferente/desigual ao que mostro, inquebrável/invencível no que dizem. Respeito por negligencia, agi num facto de temperamento quente, mas sóbrio nas suas condições de consequências. Há virtudes, há defeitos adquiridos mesmo esses não os sabemos controlar ou mesmo desconhecidos... conhecemos-nos num mínimo de 50%, os outros 50, mais tarde se descobrirá. Mas quem já não errou, ou mesmo causou problemas... A realidade a evidência dos factos são adquiridos vindo de nós próprios. Mentalizem-se no que são!Serei o ser mais demagogo ao avaliar um facto?...

(7)



Não posso parar de viver, de escrever, de subescrever, de rever o que fiz num passado longínquo.
É relativo… é condicional a vontade de espirrar, é intolerável a vontade de tossir, é inesquecível o dia em que nos tornamos num ser, é um 8 no meio do dicionário, é tudo uma contradição, é tudo uma fachada, é tudo fantasia criada por uma mente perversa e sensata. É redigir algo sem saber por onde começar, por um ponto final onde talvez era uma vírgula, por um ponto de interrogação onde talvez era um ponto de exclamação. Dá vontade de rir, dá vontade de afogar seja o que for num copo de vinho e esquecer os problemas que se vive no quotidiano. Dia-após-dia, é o crescimento de um ser desesperado, desrespeitado, ingénuo, anti-social…
Sei lá o que escrevo, sei lá o que sou… sou apenas, uma “coisa” com vida, com um batimento forte e talvez…? Apaixonado, relatando coisas sem nexo, mas com vontade de combater. Sei que por mais que combates com a tua alma ou pensar quem será que escreveu isto, não chegarás lá, pois sou eu, RESERVADO demais para te mostrar meus valores!

(6)

Sentido oportuno, razões constantemente perturbadoras, sem argumentos, com um aflito na alma, depenado e a empobrecer. Sentido faz o que nunca vimos, infelicidade é o nosso medo, oportunidade é o que desperdiçamos. Não calculo pois nunca fui certo nos resultados, sou a acusação, sou o culpado, pois irei ao registo civil e mudarei de nome, apagarei-me e construirei-me outra vez. É lamentável, como uma pessoa se queixa, se desabafa, mas é orgulho ter um ombro que nos apoia, um ouvido que nos ouve, e uma boca para dizer uma palavra que seja. Ontem, era uma criança, hoje, sou um protótipo de um homem, amanhã, serei o que sonhei, um Homem, homem esse de "H" grande, com dignidade, empenho, avante, coragem, determinação, poder, realizado. Ando em busca da felicidade...

(5)

Para quê fugir, para quê me refugiar dos meus próprios problemas ? Sendo assim, pergunto-me o que cá vim fazer, o que cá vim encontrar, o que cá sonhei ser.
Não vale apena viver numa ilusão, não vale apenas ter nascido para no fundo ser um escravo. De corpo e alma, escrevo, mesmo sabendo os maiores defeitos que tenha, mesmo sabendo as maiores virtudes que tenha, que por muito que faça, não vale de nada. Porque é a mim que me apontam, porque é a mim que dirigem um dedo, mas nunca se lembram que têm quatro apontados para eles.
Um ser humano é a coisa mais complicada de perceber, é, sem dúvida a coisa mais imperfeita sob a Terra...
Um pouco de demagogia temos todos dentro de nos, pedagogia é o que andamos a aprender. Vivo este momento como se fosse o último, como se fosse uma despedida sem saber quem já foi. É dificil compreender-me, eu próprio sei disso!

(4)

Sinto que fiz de tudo, sem retorno.
Sinto que o tempo, desliza sobre tudo, desliza sobre mim, desliga-me do universo.
Desliguei-me de tudo, no obscuro com um rosto sujo e contornado por lágrimas, com alguns cêntimos nas minhas calças rotas, como uma maça, abrigando-me do seu fruto, do seu sabor.
Questiono-me enumeras vezes, quem sou eu? De onde vim? Que é que estou cá a fazer? Mais valia por vezes estar onde estava, nunca ter vindo cá para fora. Vivo numa miséria constante, vivo num degredo sem ordenado, sustentado por esmolas oferecidas por aqueles que são humildes, e pensam que um dia puderam chegar ao que cheguei e precisaram de ajuda nesse momento.
É tudo muito relativo, limitado.
Fermez les yeux et imaginez-vous dans cette situation, il survivre?


(3)


Somos apenas cidadãos que nos perguntamos a nos próprios se somos livres e vivemos para parar numa prisão. Razões, motivos, argumentos, acusações, falcatruas, exemplerares, tudo isto é lixo, tudo isto leva a um pais cheio de drogas, de vacinas que te deixam constantemente doudo e que te faz gregar. É a isto que chamam civilização? Levar com um fumo incômodo, monóximo de carbono que se infiltra nos nossos pulmões...

(2)

Conjugo uma elipse, substituiu por uma pronominalização, recolho todos os factores, e meto os mais importantes em evidência. Rancor perturbador é um factor inovador onde todos olham de lado, onde a decadência abre a porta, e o auxilio se vai.
Projectado para tras, derrubando barreiras, indefeso, encorajo-me em levantar.
Derrame na cabeça e um inchaço enorme na alma, sofro imenso que nem dá vontade de o relatar. É monstruoso o peso na consciência, é constante a indiferença proposta perante a cidadania. Sem represálias e solitário, caiu numa cobrança destinada. Uma morte que só recebe uma vez e não dá documento.
... Realmente, vontade de viver não falta, vontade de ajudar existe, não nasci para ficar trancado entre paredes de cimento e betão.

(1)

Só eu sei o que vai nesta cabeça, não compreendo como tenho chegado até aqui, não compreendo como tenho fugido a tudo, não compreendo nada, só preciso de ajuda! Não conseguirei por muito mais tempo aguentar assim, é uma explosão enorme na minha cabeça, são enumeros os assuntos que cá dentro vão.
Hoje acabei no hospital.
Nu, com um desgaste físico, uma perturbação mental, encontro ao meu lado no meio do brio um antidepressivo. Hoje, saí de casa novamente, realçando a escuridão e o desejo. Agressivo e invicto luto contra uma doença, onde deixa marcas, mágoas, sentimentos perturbadores.
21:22, fechado novamente no quarto, algo tímido, conservador, desabafo os meus erros, os meus pensamentos numa depressão profunda.