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É difícil controlar algo tão ousado, tão complicado, mesmo esse sabendo que não existe. Levo-me por um vento quente, aproximando-me da fronteira mas distante, longínqua que poderia encontrar, reinando por onde passo, satisfazendo todos aqueles desejos imaginários desde criança, desde infância. Quando me vens buscar? Quando me levas, e não me das documento disso? Não me das certezas, só me fazes duvidar e contar cada passo que dou, cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia, cada semana, cada mês, cada ano, passo por ti milhentas vezes ao ano, assusto-me contigo, não contava encontrar-te tantas vezes por dia, não contava que isto fosse assim! Afinal é e tu existes, já tens derrubado muita gente, gente essa que agora não consta na lista, gente essa que já deixou a sua vida em Terra, vida essa que já se despediu… Sim, és tu, MORTE, tema ousado, arrepiante e duro de explicar, só tu sabes o que és!